ALGUMAS COMPARAÇÕES BÁSICAS
• Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata.
• Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.
• Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército.
• Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
• Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um “aspone” ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.
• O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70,00, equivalente ao que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos.
Precisamos urgentemente de um choque de moralidade nos três poderes da união, estados e municípios, acabando com os oportunismos e cabides de emprego.
Bula de remédio
Como no Brasil não há fiscalização, as leis surgem aos borbotões e só são eficazes quando favorecem ao governo, mas quando é para benefício do contribuinte e usuário, empurra-se com a barriga da incompetência. Já não sei há quanto tempo foi homologada uma lei que determina que os laboratórios deveriam imprimir suas bulas de remédio com letras legíveis, o que não era feito até então e como continua não sendo feito. Onde está a fiscalização e a quem compete fazê-la? Na Itália há um ditado que diz que “as leis foram feitas para serem burladas”, já no Brasil pode-se parodiá-la como sendo “as leis foram feitas para serem debochadas” – ou estaria eu errado?
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